Palavra Pastoral – A QUEM AJUDAR?

Com a sinalização do fim da pandemia, mais do que nunca, temos recebido diversos pedidos de ajuda financeira.

As atividades dos ministérios da igreja, das organizações paraeclesiásticas e de ONGs estão sendo retomadas. Neste contexto, todas as semanas recebemos propostas para parcerias ministeriais e apoio para projetos específicos.

Diante de tantos desafios extremamente relevantes o que fazer? A quem atender?

Infelizmente não é possível atender a todos os pedidos. Por este motivo precisamos estabelecer critérios que nos ajudem na tomada de decisões.

Penso que devemos priorizar projetos e apoio a pessoas e ministérios com os quais temos uma grande identificação. Pode ser que no passado ou no presente fomos pessoalmente abençoados com esta pessoa ou ministério. Contribuir para eles é uma forma de gratidão.

Devemos também ter certeza da idoneidade da pessoa ou instituição que solicita nossa ajuda. É uma organização que presta conta de suas atividades? Se é uma instituição que trabalha com um grande volume de recursos financeiros, possui um conselho fiscal ou auditoria?

Devemos apoiar pessoas e organizações que realizam um trabalho que julgamos muito relevante, que “mexe” com o nosso coração, que nos toca de maneira especial, a fim de que possamos perseverar neste compromisso por um longo tempo e não desistirmos de continuar contribuindo.

Aliás, é interessante estabelecer um prazo de compromisso e ao final deste período reavaliar se deve ser renovado ou não.

Outro critério é: a ajuda que está sendo solicitada é de caráter permanente ou pontual? Se é algo a longo prazo, talvez o compromisso financeiro seja menor, mas sustentável ao longo de um período mais extenso.

Creio ser importante também, verificar qual a capacidade de mobilização da pessoa ou instituição que solicita a nossa ajuda. Existe a condição de levantar recursos apenas entre evangélicos, somente na cidade ou no Estado, ou há uma estrutura para arrecadação no Brasil ou até no mundo? A ajuda que ofertamos representa quantos por cento no orçamento de quem está solicitando nosso apoio?

Acompanhar os resultados do trabalho ou pessoa em que investimos também é muito importante. O que podemos esperar deste ministério? Ter um contato contínuo e prestação de contas é essencial.

Além de tudo isso, é importante somar todos os valores com que nos comprometemos doar mensal ou sistematicamente, para que caibam em nosso orçamento pessoal. É melhor prometer menos e cumprir, do que assumir muitos compromissos que serão abandonados em pouco tempo.

Devemos orar pedindo que Deus nos oriente sobre aonde devemos investir. Oremos também, para que o Senhor nos abençoe com recursos que possamos partilhar, que nos liberte do egoísmo e que possamos sempre contribuir com alegria.

Marcos Vieira Monteiro

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