Palavra Pastoral – RESPEITO É FUNDAMENTAL (1)

Pensando em escrever sobre a importância do respeito fui procurar no “Dr. Google” uma definição do verbo “respeitar”. Uma das primeiras que encontrei me deixou um tanto perplexo: “Respeitar é não julgar, é não expressar qualquer juízo de valor a respeito da decisão, comportamento ou forma de levar a vida, de outra pessoa”.

Decidi conferir com o bom velho Aurélio e lá encontrei as seguintes definições para a palavra “respeito”: “sentimento que impede uma pessoa de tratar alguém mal, de ser malcriada ou de agir com falta de consideração na maneira como se comporta com os outros”, “sentimento que faz com que alguém não diga ofensas, insultos.”

Confesso que fiquei impressionado com a diferença nas definições. A primeira reflete bem o paradigma da pós-modernidade. Qualquer ideia, opinião ou comportamento não deve ser alvo de questionamento ou crítica. Este é um grande equívoco.

Minha definição pessoal segue a linha de Aurélio.

Vivemos um lamentável tempo de intolerância. Autoridades dos três poderes se agridem verbalmente de forma violenta. Nas redes sociais diferentes grupos políticos e ideológicos são agressivos em seus comentários. Recebo regularmente em meu WhatsApp mensagens duras dos que negam a gravidade da pandemia e combatem as vacinas contra a covid19.

Creio que cada pessoa em uma sociedade democrática, tem o direito de se expressar livremente, mas não de qualquer maneira. Quem se expressa deve fazê-lo com respeito, ao que pensa diferente.

Os que defendem por exemplo, a ideologia de gênero, têm o direito de fazê-lo em suas redes sociais e nos meios de comunicação. Os que discordam têm igualmente o direito de protestar e se manifestar.

Não é falta de respeito criticar o comportamento ou ideias de outras pessoas. Como cristãos temos todo o direito de afirmar que a corrupção, a pornografia, a pedofilia, a prática homossexual, o conceito de “família” composta por duas pessoas do mesmo sexo, a doutrinação das crianças nas escolas proposta pela ideologia de gênero, a injustiça social, a concentração excessiva de renda, a discriminação racial e tantas outras mazelas de nossa sociedade, entristecem o coração de Deus e não fazem parte do seu projeto para a sociedade.

A questão não é o que comunicamos. O respeito deixa de existir quando somos agressivos com as palavras, quando incitamos a violência física, quando queremos destruir o outro a qualquer custo.

A falta de respeito existe não apenas entre grupos, mas, infelizmente ocorre muitas vezes dentro da própria família. Filhos que não respeitam os seus pais. Homens que agem de forma abusiva com suas esposas. Esposas que não honram seus maridos. Pais que desprezam os próprios filhos por suas deficiências…

Em um mundo que prevalecem as propostas contrárias à Palavra de Deus, certamente seremos considerados intolerantes, preconceituosos e desrespeitosos. Muitos seguidores de Jesus Cristo, desde os dias do Novo Testamento foram assim designados, apenas por proclamarem com coragem as suas convicções.

Precisamos ser respeitosos com aqueles que pensam bem diferente de nós, mesmo quando temos absoluta convicção do que estamos afirmando, porque está alicerçado na Palavra de Deus. Esta atitude nem sempre é fácil.

Que sejamos firmes na defesa do que compreendemos estar firmado na Bíblia Sagrada, mas ao mesmo tempo, amorosos e respeitosos com todos.

Marcos Vieira Monteiro

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