Palavra Pastoral – CUIDADO COM A SAÚDE INTEGRAL

Há alguns dias atrás eu estava na sala de espera de um laboratório médico quando encontrei uma irmã da igreja que não via há muito tempo. Cumprimentei-a com alegria e perguntei como ela estava. No decorrer da conversa indaguei-lhe se já tinha retornado aos nossos cultos no templo. Ela me disse que ainda não. Sendo uma pessoa de meia idade, tendo tomado as duas doses da vacina, eu me animei a convidá-la a retornar às celebrações presenciais. Enfatizei que temos observado os protocolos requeridos e ela me perguntou:

  • Vocês ainda estão exigindo o uso da máscara?
    Eu, todo empolgado, respondi:
  • É claro que sim, minha irmã!
    E ela me respondeu:
  • É por isso que eu não voltei pastor. Eu detesto usar máscara!
    Não resisti e perguntei:
  • Mas, a irmã não está usando máscara agora, aqui?
    Ela me explicou que usava máscara naquele momento, no laboratório, porque era obrigada e estava ali porque precisava cuidar de sua saúde.

Voltei para casa refletindo sobre nosso diálogo. Eu pensando que estava indo bem e poderia convencê-la a retornar aos nossos cultos presenciais, enfatizando o cumprimento das normas de segurança e ela com o seu pensamento na direção oposta…

Continuei pensando sobre as nossas escolhas e prioridades.

Nem sempre cuidamos de nossa saúde física como deveríamos. Adiamos por meses consultas, exames, dieta, rotina de exercícios físicos e até mesmo cirurgias que deveríamos fazer… Com a pandemia encontramos até uma justificativa para esta protelação. Será que não é o momento de encaixarmos em nossa agenda um cuidado maior com a saúde?

A saúde física é um dom preciosíssimo, mas é muito frágil. Temos o desafio constante de zelar por nosso corpo que é o templo do Espírito Santo.

A saúde emocional também deve ser cultivada, especialmente nestes tempos estressantes.

Igualmente necessário é o cuidado com a nossa saúde espiritual.

Esta irmã com quem me encontrei estava certíssima em colocar a sua máscara, mesmo tão incômoda, para ir ao médico, ao laboratório, aonde for necessário, para cuidar de sua saúde física. Mas, e a saúde espiritual, não mereceria semelhante cuidado?

Quanto vale a nossa saúde integral? O que estamos dispostos a fazer para cuidar dela? Há algo difícil ou desconfortável que precisamos fazer para que possamos preservá-la ou recuperá-la?

Marcos Vieira Monteiro

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