Palavra Pastoral – A PANDEMIA ACABOU?

Estamos quase completando 1 ano e 8 meses de mudanças em nossa rotina com a chegada do coronavírus ao Brasil.

Ontem, aproveitando o feriado, fui à Praia do Futuro com nosso filho Victor. Foi difícil encontrar um lugar para estacionar o carro. Barracas de Praia todas lotadas. Muita gente aproveitando as águas mornas do nosso lindo mar… Excetuando os garçons, ninguém usava máscaras. A pandemia acabou? Parecia que sim.

O governador do Ceará, na semana passada, determinou que a partir de ontem todos os bares e restaurantes, inclusive os de praia, somente poderiam receber os clientes que apresentassem o cartão de vacinação contra covid-19, indicando terem sido aplicadas duas doses da vacina. Ninguém nos pediu nada. Afinal, a pandemia acabou? Estamos nos sentindo tão seguros que um decreto governamental é completamente ignorado por todos…

Às vezes tenho a sensação de que a pandemia terminou ou está quase no final, outras vezes não.

Leio nos jornais que o Brasil completa 15 dias com a média diária abaixo de 300 mortes pela covid. O que isso significa? É uma boa notícia quando lembramos que este número já chegou a 4000. É um número em declínio. Mas, tem gente ainda falecendo como consequência desta doença. Há famílias que ainda choram pelos seus queridos que partiram… Portanto, a pandemia ainda não acabou.

Sou informado que um dos principais hospitais no Rio de Janeiro que esteve superlotado com pacientes há uns meses atrás, hoje não tem nenhum internado com covid. Com esta notícia me sinto aliviado: a pandemia parece mesmo ter ido embora do nosso país.

Eu busco mais informações no noticiário internacional e sou informado de um novo lockdown na Áustria e que na Itália, Portugal e Alemanha chegou uma terceira ou quarta onda da covid… A pandemia parece não ter acabado ainda.

Há aqueles que negam a gravidade da doença e acreditam em teorias conspiratórias. Para eles, hoje, o que está levando muitas pessoas a óbito, é exatamente a vacina que tem contribuído para a imunidade de milhões de pessoas. Acreditam que o pior da pandemia ainda não aconteceu porque a vacinação é um mal maior que a própria doença, a despeito dos mais de 600 mil óbitos somente no Brasil.

Dependendo da ótica que se adota, a pandemia parece ter acabado. Analisando, porém, por outros ângulos, ela ainda está aí, com menos força, mas ainda perigosa e, em alguns casos, letal.

O que fazer neste cenário?

Agradecer muito a Deus. Ainda que algumas pessoas estejam sofrendo fortemente os efeitos colaterais da vacina, é inegável que o avanço da vacinação tem contribuído para a imunidade de milhões de brasileiros, mesmo que seja temporária.

Há relatos de pessoas vacinadas que aparentemente estavam saudáveis e vieram a falecer. Muitos médicos têm insistido que a vacina não é uma garantia total de imunidade e todos sabemos que qualquer remédio provoca reações adversas e algumas delas podem até levar a óbito.

Por estes motivos temos que permanecer alertas. Não precisamos nos desesperar. Podemos e devemos ir flexibilizando as nossas rotinas, mas não podemos ignorar os riscos que ainda existem e os que podem vir a existir no futuro.

Creiamos que Deus, que nos tem dado a inigualável bênção de estarmos sobrevivendo à pandemia, é capaz de, segundo a Sua vontade, estancar completamente esta doença em uma proporção extraordinária, usando inclusive, recursos naturais, fruto do dedicado trabalho de pesquisa dos cientistas.

A pandemia acabou? Ainda não, completamente. A pandemia está quase acabando? Não sei, mas espero que sim.

O que posso afirmar com convicção é que com ou sem pandemia, Deus está sempre conosco, bem perto de cada um de nós, sustentando-nos para vivermos corajosamente em qualquer cenário.

Marcos Vieira Monteiro

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