Amor à Pátria

Quando eu tinha apenas três anos foi instalado no Brasil o regime militar. Passei minha infância e parte da adolescência como a maioria dos brasileiros completamente ingênuo sobre o que acontecia no país. Não havia liberdade de imprensa. Terrorismo e o propósito claro de implantar o comunismo do Brasil de um lado. Tortura e forte repressão de outro. Tempos difíceis. Porém, naquele momento histórico, o “amor à pátria” se desenvolvia em nossas mentes e corações.

Nas escolas, uma vez por semana, em fila, com todo o respeito e orgulho, cantávamos o hino nacional brasileiro. Aprendi e sei até hoje várias outras canções cívicas.

A conquista da Copa em 1970 evocava sentimento de éramos os “melhores do mundo” no futebol. Cantávamos com entusiasmo “Prá frente Brasil”. Era o Brasil das 200 milhas marítimas. O país o “país do futuro”.  De canções que enalteciam nossas lindas praias ensolaradas e do nosso verde com as exuberantes florestas…

Na sala de aula estudávamos “Moral e Cívica” e isso nos ajudava entender o nosso papel na sociedade. Lamentavelmente naquela época não podíamos exercer o nosso direito do voto em todos os níveis, mas ainda assim, mas havia um ensino focado quanto a cidadania, que transcende as eleições.

Eu me lembro da expectativa que experimentava quanto a celebração do dia “Sete de Setembro”.  Caprichava arrumando o uniforme de estudante para desfilar pelo Brasil.  Amava o desfile das bandas de músicas que competiam entre si, os carros alegóricos apresentando temas históricos e a grandeza do nosso país.

Certamente os mais jovens vão pensar que estou sendo saudosista. Admito que sim. Mas, hoje me preocupa o sentimento de desesperança no coração de milhões de brasileiros, a decepção com grande parte da classe política e a ausência de patriotismo.

Os cultos cívicos que realizamos no domingo passado têm o propósito de resgatar o “amor pela pátria”.

O cristão que cultiva o amor pela pátria reconhece que o princípio de autoridades constituídas vem de Deus e não somente dos homens, ora pelos governantes, luta por uma sociedade mais justa, é altruísta, procura votar do modo consciente não considerando apenas os seus benefícios pessoais, não mente, não faz qualquer negócio para ganhar uma eleição e não coloca os interesses de seu partido político acima do que for o melhor para o país.

Que mesmo neste tempo de tanta decepção e desesperança possamos resgatar o “amor pela pátria”.

Seu pastor

Marcos Vieira Monteiro.

Publicar um comentário

Color Skins

Layout

Background Pattern

*only for boxed layout

Background Image

*only for boxed layout